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eVTOL · LAX
Vista aérea ilustrativa de um grande aeroporto com pistas paralelas e um eVTOL sobrevoando

Trabalho acadêmico · FAA · LAX / KLAX

Integração de aeronaves eVTOL no Aeroporto Internacional de Los Angeles

O que a FAA aprendeu com as simulações HITL

Universidade Estácio de Sá — Super Campus Maracanã

Professora: Kely C. Gois de Azevedo

Alunos: Jovani Nkakata Miguel, Raissa Kethellen, Andrea L. dos Santos de Oliveira

Imagem ilustrativa gerada por IA — não é uma imagem oficial da FAA.

Conceito

O que são eVTOLs?

eVTOL significa electric Vertical Takeoff and Landing: aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical.
  • Podem decolar e pousar verticalmente;
  • São projetados para a Mobilidade Aérea Avançada (AAM);
  • Podem realizar deslocamentos urbanos e regionais;
  • Dependem de rotas, comunicação, controle de tráfego e procedimentos específicos;
  • Não ficam automaticamente isolados do tráfego convencional apenas por voarem verticalmente.
eVTOL branco com rotores basculantes pairando sobre um vertiporto
Ilustração gerada por IA de um eVTOL sobre um vertiporto.
  1. 1

    Decolagem vertical

  2. 2

    Subida

  3. 3

    Transição para deslocamento

  4. 4

    Rota

  5. 5

    Aproximação

  6. 6

    Pouso vertical

O estudo da FAA

O que a FAA avaliou?

O relatório da Federal Aviation Administration apresenta uma avaliação inicial de viabilidade e planejamento — não uma autorização definitiva para operação comercial de eVTOLs no LAX.

Pergunta 1

Localização

Quais localizações de vertiporto conseguem coexistir com as pistas e o tráfego convencional do LAX?

Pergunta 2

Rotas

Como as rotas de chegada e partida influenciam o trabalho dos pilotos e controladores?

Pergunta 3

Procedimentos

Quais procedimentos, comunicações e critérios de separação precisam ser amadurecidos antes de uma operação real?

Observação

Os resultados representam evidências para planejamento e análise de segurança, não uma aprovação regulatória definitiva.

Metodologia

Como a avaliação foi realizada

Simulações Human-in-the-Loop (HITL) colocam pilotos e controladores reais operando em um ambiente simulado.
  1. 1

    A FAA combinou laboratórios de controle, simuladores de voo e modelagem em tempo real.

  2. 2

    Torre simulada com visão de 270 graus.

  3. 3

    Posições de controle para o complexo sul, o complexo norte e o tráfego de helicópteros e eVTOLs.

  4. 4

    Pilotos da NASA e da FAA operaram os simuladores de eVTOL.

  5. 5

    Dois pilotos conduziram um Airbus A330 de alta fidelidade.

Controladores em uma torre de controle observando pistas e radares ao entardecer
Ilustração gerada por IA de uma torre de controle — não representa o laboratório da FAA.

0

modelos de desempenho de eVTOL

0+

cenários analisados na modelagem

0

cenários selecionados para testes

0

simulações avaliadas na execução documentada

0

movimentos de eVTOL por hora (aprox.)

0

operações de eVTOL no cenário mais complexo

Vertiportos

Três locais de pouso avaliados

Oceano Pacífico ←Complexo norteÁrea terminal (CTA)Complexo sulCTA3CTA7Signature FBOMapa esquemático baseado no estudo da FAA — sem escala

Signature FBO

Maior independência operacional

  • Localizado ao sul do conjunto de pistas;
  • Maior independência em relação ao fluxo principal;
  • Chegada HAWTHORNE e saída IMPERIAL;
  • Saída inicial para oeste, subida até ~500 pés MSL, depois leste ou ALAMEDA;
  • Considerado o candidato mais favorável para uma entrada inicial;
  • Exige comunicação antecipada com o LAX, coordenação com o KHHR, rotas precisas e procedimentos robustos.

Atenção

Rotas estreitas e necessidade de coordenação interinstitucional.

CTA3

Acesso direto, integração mais difícil

  • Acesso direto ao terminal;
  • Inserido na dinâmica das pistas;
  • Pode exigir cruzamento de áreas de tráfego;
  • A rota direta para LINCOLN reduziu a carga de trabalho em alguns cenários;
  • A transferência entre vertiportos dificultou a manutenção da altitude.

Atenção

Exige gerenciamento dedicado e avaliação de risco.

CTA7

Proximidade do terminal, maior complexidade operacional

  • Integração mais direta com o terminal;
  • Obstrução visual inicial causada pela estação de trem;
  • Incerteza em manobras como o taxiamento pairado.

Atenção

Exige pontos de espera, contingências claras e treinamento específico.

Rotas e corredores

Seis rotas desenvolvidas para a simulação

HAWTHORNE, IMPERIAL, SEPULVEDA, ALAMEDA, LINCOLN e SHERATON não são corredores aéreos certificados: foram criadas para os cenários de simulação.
HAWTHORNEIMPERIALSEPULVEDAALAMEDALINCOLNSHERATONIlustrativo — rotas de simulação, não corredores certificados

A implantação real exigiria

  • Cartas aeronáuticas;
  • Procedimentos publicados;
  • Validação de segurança;
  • Coordenação entre diferentes unidades de controle;
  • Análise de obstáculos e terreno;
  • Avaliação do impacto sobre a comunidade;
  • Compatibilidade com as operações IFR existentes do LAX.

Atenção

As rotas da simulação são referências operacionais, não autorizações definitivas.

As rotas costeiras Marina e Dockweiler foram excluídas da execução HITL por questões de altitude, proximidade da camada marítima, nevoeiro e limitações de operações VFR.

Comunicação

Pilotos e controladores na mesma frequência

Quanto mais vertiportos operam ao mesmo tempo, maior o número de comunicações de rádio.
Piloto eVTOLPosição heli/eVTOLControle norteControle sulAeronaves convencionais

921 transmissões

em 48 minutos na execução mais complexa

0

transmissões do controlador da posição dedicada

0

transmissões recebidas dos pilotos de eVTOL

0

transmissões na repetição modificada — volume ainda elevado

Recomendações dos pilotos

  • Solicitar autorizações de Classe B mais cedo;
  • Utilizar rotas visualmente mais simples;
  • Definir pontos de chamada claros;
  • Criar procedimentos antecipados de passagem por trás;
  • Criar procedimentos claros de arremetida;
  • Treinar pilotos familiarizados com a região de Los Angeles.

Observação

A comunicação antecipada reduz manobras tardias e dependência de frequências congestionadas.

Pouso e arremetida

Uma chegada normal se organiza. Uma arremetida, não.

Uma arremetida exige espaço, energia, rota, comunicação, decisão rápida, alternativa de pouso e separação do tráfego convencional.
  1. 1

    O eVTOL inicia a aproximação

  2. 2

    A aproximação é interrompida

  3. 3

    A aeronave precisa encontrar espaço

  4. 4

    O piloto comunica a situação

  5. 5

    O controlador avalia o tráfego

  6. 6

    O eVTOL escolhe uma rota alternativa

  7. 7

    A aeronave pousa em um local seguro

Na passagem por trás, o eVTOL passa atrás de uma aeronave convencional antes de iniciar a descida, mantendo a separação.

Segurança

Turbulência de esteira

Jato pesado (A332)eVTOL ajusta a trajetória para evitar a esteira⚠ zona de esteira turbulenta
  • Foi identificada uma violação de separação por turbulência de esteira;
  • Um Airbus A332 e um eVTOL convergiram a aproximadamente 200 pés AGL;
  • O eVTOL cruzou a esteira do jato pesado;
  • O evento durou aproximadamente 39 segundos;
  • Causa: trajetória, diferença de altitude e distância horizontal insuficiente.

Risco crítico

Decolagem vertical não significa isolamento vertical.

Atenção

Vertiportos próximos aos eixos de pista ou sob rotas de chegada e saída exigem análise específica de turbulência antes da aprovação de procedimentos.

eVTOLs próximos às pistas podem entrar na esteira de aeronaves pesadas, principalmente durante arremetidas.

Resultados

Comparação das execuções simuladas

Execução 1

Signature FBO

eVTOLs21
Transmissões851

Rotas possíveis, mas margem limitada nas decolagens

Execução 2

Signature FBO, norte e sul

eVTOLs14
Transmissões586

Rotas bem planejadas; autorização antecipada ajudou

Execução 3

Repetição do cenário 2

eVTOLs14
Transmissões653

Mais chamadas devido às aproximações do A330

Execução 5

CTA3 e CTA7

eVTOLs24
Transmissões666

Maior coordenação e mais alertas

Execução 6

⚠ Evento crítico

CTA3, CTA7 e Signature

eVTOLs34
Transmissões921

Maior complexidade e ocorrência de evento de turbulência

Execução 7

Cenário modificado

eVTOLs34
Transmissões836

Arremetida e passagem por trás ainda exigem regras formais

Recomendações

O que cada vertiporto precisa para avançar

Signature FBO

Pode ser o candidato mais favorável para uma implantação inicial, desde que existam:

  • Procedimentos robustos;
  • Coordenação com o KHHR;
  • Comunicação antecipada;
  • Rotas precisas;
  • Margens laterais adequadas.

CTA3

Pode funcionar, mas exige:

  • Gerenciamento dedicado;
  • Coordenação entre posições de controle;
  • Avaliação de risco;
  • Pontos de espera;
  • Procedimentos para cruzamento de pistas.

CTA7

Só deve avançar com:

  • Pontos de espera;
  • Procedimentos de contingência;
  • Treinamento específico;
  • Solução para obstruções visuais;
  • Melhor organização das chamadas de rádio.

Conclusão

Mais do que pousar verticalmente, é preciso integrar com segurança.

A integração de eVTOLs no LAX pode ser tecnicamente possível em alguns cenários, mas depende de muito mais do que a capacidade de pouso vertical. O futuro exige comunicação antecipada, controle dedicado, rotas simples, separação rigorosa, procedimentos de arremetida e análise permanente da turbulência de esteira.

“O relatório da FAA não entrega uma aprovação pronta. Ele entrega um mapa dos desafios.”
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Sobre o trabalho

Identificação acadêmica e fontes

Universidade
Universidade Estácio de Sá — Super Campus Maracanã
Curso
Ciências Aeronáuticas Náuticas
Turma
3001
Professora
Kely C. Gois de Azevedo
Data
22 de outubro de 2026
Alunos
  • Jovani Nkakata Miguel
  • Raissa Kethellen
  • Andrea L. dos Santos de Oliveira

Fontes consultadas

Federal Aviation Administration (FAA). Relatório de avaliação Human-in-the-Loop (HITL) da Mobilidade Aérea Avançada e de aeronaves eVTOL no Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX/KLAX).

Link do relatório original: a ser inserido.

Observação

Os mapas, ilustrações e animações deste site têm finalidade didática. Eles não representam cartas aeronáuticas oficiais nem rotas autorizadas.

Créditos das imagens: fotografias ilustrativas geradas por IA; diagramas elaborados pelos autores.